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Igreja Adventista do Sétimo Dia

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O que cremos

Declaração Oficial de Crenças Fundamentais

Os Adventistas do Sétimo Dia aceitam a Bíblia como seu único credo e defendem certas crenças fundamentais como sendo o ensino das Santas Escrituras. Estas crenças, como apresentadas aqui, constituem a compreensão e expressão da igreja do ensino da Escritura. A revisão desta declaração de crenças poderá acontecer numa Sessão da Conferência Geral quando a Igreja for guiada pelo Espírito Santo a uma maior compreensão da verdade bíblica ou encontrar uma linguagem mais adequada para expressar os ensinos da Santa Palavra de Deus.

A Nossa História

O Despertar Religioso nos Finais do Século XVIII

Nos finais do século XVIII e inícios do século XIX, tanto na Europa como no Novo Mundo, o Homem questionava-se seriamente sobre si mesmo, o mundo em que vivia, a existência de um Universo, o sentido da vida humana e a sua finalidade. Muita coisa foi posta em causa, o próprio modo como o Homem via o mundo e o explicava, a sua relação com a Natureza e os seres vivos. Como referiu o filósofo Emmanuel Kant, o Homem estava a sair da sua menoridade.

Em algumas igrejas cristãs, surgiu o desejo de saber mais acerca de Deus e da Sua relação com a História humana: a necessidade de aprofundar a fé pessoal num Deus também pessoal; e o dever de transmitir, a um mundo em constante mudança e agitação, a imagem de um Deus de amor que deseja salvar e transmitir uma vida nova a todas as pessoas. A este fenómeno, chamamos despertamento ou reavivamento.

Entre as principais características do reavivamento deste período, destacam-se: interesse pelo estudo da Bíblia, reforma dos costumes e uma reflexão escatológica (quer dizer, uma atenção particular sobre o ensino bíblico do regresso de Jesus Cristo e dos sinais do fim do mundo). É neste contexto que se insere a propagação das ideias de Guilherme Miller nos Estados Unidos, a partir de 1831 e mais tarde, a partir de 1861 da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Guilherme Miller e o Estudo das Profecias Bíblicas

Guilherme Miller, nasceu a 15 de Fevereiro de 1782 em Pittsfield, no estado do Massachussetts, Estados Unidos, numa família piedosa e modesta. Casou-se aos 21 anos e instalu-se em Poultney no estado do Vermont. Homem culto com grande sentimento de justiça, cumpriu as funções de juiz e de sherife da pequena localidade. Miller partilhava as ideias deístas do seu tempo. No entanto, os horrores da guerra que presenciou entre 1812-1814, contra os ingleses afectaram-no profundamente. Dois anos mais tarde a morte do pai, colocou-lhe questões acerca da morte. Instalou-se em Low Hampton, no estado de Nova Iorque, para gerir os bens do pai e cuidar da sua mãe. Começou a frequentar a igreja do tio que era pastor baptista. Um certo dia, foi convidado a ler a pregação em substituição do diácono de serviço. O texto de Isaías 53 chamou-lhe a atenção. Começou a estudar a sua Bíblia, em particular as profecias bíblicas. O cumprimento das profecias da Bíblia deram-lhe a prova de que necessitava para crer na veracidade das Escrituras.

Os livros de Daniel e Apocalipse atraíram em particular a sua atenção. Adoptando o princípio de interpretação que reconhece que em profecia um dia profético, simboliza um ano literal, ao ler na versão King James o capítulo 9 de Daniel chegou a uma conclusão. Os comentários da versão inglesa King James, tomavam como ponto de partida para a profecia das 70 semanas de Daniel 9, o sétimo ano do reinado de Artaxerxes, ou seja, o ano 457 A.C.

Como 70 semanas em profecia é igual a 490 anos, esta profecia chegava ao ano 33 da nossa era. O Ungido que seria arrancado na última semana era Cristo que morreu por volta do ano 30.

Para Miller, esta profecia estava ligada à profecia de Daniel 8:14 que diz : “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”. Aplicando o mesmo princípio bíblico dia/ano, era óbvio que estes 2300 dias representavam 2300 anos. Retirando 2300 anos ao ano 457 da era antiga, ficam 1843 anos.

Considerando que o santuário que deveria ser purificado era a terra, Gulherme Miller concluiu que o regresso de Jesus à terra ocorreria em 1843. Estava-se em 1818, e esta descoberta ocorreu dois anos depois de ter começado a estudar a Bíblia.

Guilherme Miller, não foi o único nem o primeiro a chegar a estas conclusões. Sem o saber, Miller desenvolveu as ideias do jesuíta Manuel Lacunza (1731-1801), de Gutierry de Rozas, jurista mexicano, advogado junto do tribunal da Inquisição (1835), de Adam Burwell, missionário canadense da Sociedade para a propagação do Evangelho (1835),de R. Scott, pastor anglicano e depois pastor baptista (1834) , do missionário inglês, Joseph Wolff (1829) e de muitos outros.

O Movimento Milerita

É apenas em 1831, que Guilherme Miller começou a propagar as suas ideias. Depressa se iniciou um movimento de reavivamento: Durante 4 anos percorreu cidades e vilas, respondendo aos convites que lhe eram dirigidos para partilhar as suas descobertas. Durante esse período pregou mais de 800 sermões e muitas comunidades aceitaram a sua mensagem. Pastores de diferentes confissões religiosas aderiram à pregação de Miller. Com o apoio de Josué Himes, pastor baptista e de Josias Litch, pastor metodista, o movimento tomou outra amplitude. Revistas foram editadas como a Revista “Signs of the Times” e “Midnight Cry” e vários folhetos foram distribuídos.

Os anos 1840 a 1843 foram dedicados à pregação da mensagem de advertência em vista do regresso de Jesus Cristo. A data da volta de Jesus foi fixada para 22 de Outubro de 1844.

O dia 23 de Outubro trouxe a amarga verdade : Jesus Cristo não tinha regressado. A 10 de Novembro de 1844 através duma declaração oficial em Bóston, os responsáveis do Movimento reconheceram o seu erro quanto à interpretação do acontecimento, sem colocarem em causa a cronologia bíblica. Muitos membros do Movimento abandonaram e regressaram às suas igrejas de origem, outros que ficaram, procuravam encontrar resposta às questões e à esperança bíblica.

Guilherme Miller, ia visitando alguns desses grupos, procurando encorajá-los a guardarem a sua fé. Morreu cego a 20 de Dezembro de 1849. Do grande movimento Milerita que segundo alguns teria alcançado o número de 1 milhão de seguidores, várias denominações se formariam : The Evangelical Adventists, organizados em 1858 The Advent Christians, organizados em 1861 A Igreja Adventista do Sétimo Dia The Church of God, organizada em 1866 The Life and Advent Union The Churchs of God in Christ Jesus A existência destas denominações espelha um pouco a amplitude e a importância que o movimento Milerita teve nos Estados Unidos nos finais do século XIX.

O Nascimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia

No seguimento da desorientação sentida, pelo desapontamento de 22 de Outubro de 1844, um grupo de pessoas composto por Joseph Bates, Hiram Edson, James White e pessoas mais cultas como John Andrews, John Lougborough e Urias Smith, procuraram estudar melhor a Bíblia e encontrar uma explicação para o sucedido.

Foi Hiram Edson quem acabou por descobrir que tudo estava correcto na pregação de Miller, excepto a relação santuário = Terra. Um estudo mais abrangente da Bíblia feito com O.R.L. Crosier, levou-os a concluir em conformidade com o que a epistola aos Hebreus ensina sobre o ministério de Cristo no santuário celestial, aquilo que o livro de Levíticos (cap.16) diz sobre o Dia da Expiação, que a profecia de Daniel 8:14, apontava para a purificação do santuário celestial e não para o regresso de Cristo à terra.

Outras verdades bíblicas foram sendo apresentadas, como a verdade sobre o sábado, primeiramente introduzida por Rachel Oakes em 1844 e defendida de forma mais sistemática por Joseph Bates.

Com o passar do tempo, faz-se premente a existência duma organização. Em 1852, havia já 2000 membros, havia publicações editadas regularmente, era necessário definir regras de organização, era necessário credenciar os pastores. Há no entanto algumas resistências em adoptar um nome e uma organização. É preciso esperar até 1860, para ver ser adoptado em assembleia-geral, tida em Battle Creek o nome “Adventistas do Sétimo Dia” que definia este grupo de crentes. O nome Adventista, traduz a esperança do regresso de Jesus Cristo, do Sétimo Dia, porque em conformidade com a Bíblia, observam o sábado como dia de repouso semanal. Em 03 de Maio de 1861, registou-se a Associação Publicadora dos Adventistas do Sétimo Dia”, em Outubro do mesmo ano, a “Associação dos Adventistas do Sétimo Dia do Michigan” e finalmente em 1863 é fundada a Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, que contava na altura 3500 adventistas, 30 pastores e 152 igrejas.

O Papel de Ellen White na Igreja Adventista do Sétimo Dia

Helen Harmon, nasceu a 26 de Novembro de 1827 numa pequena quinta de Gorham, no estado do Maine. Aos 8 anos de idade um acidente na escola, durante o qual uma colega a atinge com uma pedra no nariz, quase a leva à morte e impede-a de seguir uma escolaridade normal. As sequelas desse acidente vão repercutir-se na sua saúde que será sempre frágil.

A família de mais sete irmãos frequentava a igreja metodista, até que em 1840, a aceitação das ideias de William Miller, levou-os a serem expulsos dessa igreja.

Em Dezembro de 1844, ela teve uma visão sobre o futuro da igreja Adventista. Aceite por uns, contestada por outros, ela continuou a partilhar com quem a queria ouvir o conteúdo das suas visões.

Ao longo da sua vida teve mais de duas mil visões, a maioria das quais registou em livros e em artigos. Tónica dominante da sua vida, foi sempre de dar o primeiro lugar à Bíblia como regra de fé e norma de conduta para todos os crentes. Lutou nos seus escritos contra o fanatismo e o excesso de zelo religioso. Nunca se considerou a si mesma como profetiza, mas sim como mensageira.

Casou em 30 de Agosto de 1846 com Tiago White e partilhou com ele uma vida de privações e de lutas, enquanto a igreja adventista ia tomando forma. Dedicou-se a escrever sobre vários temas e no momento da sua morte em 1915, tinha escrito cerca de 45.000 páginas dactilografadas, ou seja um total de 60 volumes, 4500 artigos revistas e mais de um milhar de cartas. A sua influência na igreja Adventista manifestou-se sobretudo no encorajamento da organização da igreja, nos conselhos de saúde, em especial na abstinência do tabaco e do álcool, nas recomendações duma vida equilibrada, enfatizando o aspecto preventivo da saúde e o cuidado com a alimentação. Foi com base nos seus conselhos que uma clínica foi aberta em Battle Creek em 1866. Lutou também pela promoção da educação. Sob a sua influência várias escolas primárias foram abertas

Ellen White preconizava uma educação capaz de desenvolver o ser humano em todas as áreas da existência e não apenas no ponto de vista intelectual. Do ponto de vista doutrinário, os seus escritos exaltaram sempre o estudo da Bíblia, norma de vida e de julgamento. Uma das suas obras mais importantes, “O Desejado de Todas as Nações” retrata e comenta a vida de Jesus, de acordo com os Evangelhos.

Após a morte do marido, em 1881, ela viajou bastante. Esteve na Europa (1885-1887), na Austrália (1891-1900), ajudando ao estabelecimento da igreja nestes continentes.

Regressada aos Estados Unidos, fixou residência em Santa Helena, Califórnia, mas continuou, sempre que a saúde lhe permitia a viajar dentro do país, procurando servir a igreja que amava.

Faleceu a 16 de Julho de 1915, com a idade de 87 anos. Um jornalista escreveu acerca dela o seguinte : “Recebeu ela verdadeiramente visões divinas? Foi ela verdadeiramente escolhida pelo Espírito Santo para ser dotada com o dom de profecia? Porque é que deveríamos dar uma resposta?/web/Imgs/Historia. De qualquer forma, ela foi absolutamente honesta na sua fé nas suas revelações. A sua vida era digna delas. Ela não mostrou nenhum orgulho espiritual e não procurou nenhum ganho sórdido. Ela levou a vida e cumpriu a obra duma profetiza com dignidade” (The Independant, New York, 23 de Agosto de 1915).

A Igreja Adventista na Europa

A primeira pregação adventista na Europa data de 1864. Nesse ano, um antigo padre polaco, M.B. Czechowski, que se tinha convertido ao adventismo, numa viagem aos Estados Unidos, percorreu os vales valdenses do Piemonte e estabeleceu uma pequena comunidade em Torre Pellice.

Depois viajou para a Suiça e estabeleceu em 1866, em Tramelan, a primeira Igreja Adventista na Europa. Após a sua partida para a Polónia, alguns dos seus conversos descobriram um exemplar do órgão oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a revista Review and Herald. Tiveram assim conhecimento duma igreja organizada aos Estados Unidos. Enviaram então um dos membros da comunidade, J. Erzberger, que depois dum ano de formação, voltou para apoiar os adventistas suíços.

No entanto, como o número de conversos aumentava, após alguma insistência, a Conferência Geral, decidiu enviar John Andrews para que este pudesse fazer um trabalho mais amplo na Europa. Em 1874, Andrews embarcou a 14 de Setembro de 1874 juntamente com o seu filho Charles e a filha Mary. A esposa já tinha falecido há dois anos. A 16 de Outubro de 1874, chegaram a Neuchâtel. Andrews realizou uma verdadeira revolução na igreja. Abriu-se uma casa editora em Bale que difundia literatura para toda a Europa. A revista Sinais dos Tempos era difundida em francês, italiano e alemão.

Em 1877 uma outra comunidade adventista constituiu-se em Nápoles e dez anos mais tarde na Holanda. Em 1877 John Loughborough, realizou um vasto trabalho entre os Baptistas do Sétimo Dia de Londres e Southampton. E pouco a pouco a pouco outros grupos constituíram-se na Bélgica, República Tcheca, Hungria e Polónia. No final do século, havia cerca de dez mil adventistas na Europa. Vinte cinco anos tinham passado desde a chegada de John Andrews, que infelizmente não chegou a ver os frutos do seu trabalho. Morreu vítima da tuberculose em 21 de Outubro de 1883 com a idade de 51 anos, mas as raízes do Movimento Adventista, essas estavam lançadas e continuariam a progredir, graças aos esforços de tantos outros homens e mulheres, dedicados tal como Andrews em apresentar à sociedade uma mensagem bíblica relevante, integral e proveitosa para os vários domínios da existência humana.

A Igreja Adventista em Portugal

O primeiro contacto dum pioneiro da Igreja Adventista com o nosso país deu-se em 21 de Julho de 1889 e dele foi protagonista Stephen Haskell. Este líder da igreja Adventista fez uma viagem de pesquisa missionária à volta do mundo, visitando a Europa Ocidental, Africa do Sul, Índia, China, Japão e Austrália.

A 19 de Julho de 1889, saiu de Dartmouth na Inglaterra rumo à África do Sul. O barco chegou a Lisboa a 21 desse mês e parou para abastecer. Stephen Haskell e outros passageiros desceram a terra e ele escreveu uma carta que foi publicada em artigo na Review and Herald, as primeiras impressões acerca do nosso país. No artigo é mencionado o aqueduto das águas livres, as colinas da cidade e Haskell afirma que a cidade era escrupulosamente limpa, e que havia várias igrejas protestantes em funcionamento embora a religião tradicional fosse católica.

O próximo pioneiro a tomar contacto com o nosso país e com a nossa cultura, já não o faria como simples visitante, mas como iniciador da igreja Adventista do 7º Dia em Portugal. Foi Clarence Rentfro quem em 1904, pisou solo português como pioneiro da igreja Adventista em território lusitano.

Clarence nasceu a 23 de Julho de 1877 numa localidade rural do estado do Iowa. Aos 21 anos estudou num colégio da igreja no Nebraska e formou-se em Teologia. Em 1898 conhece Mary Haskell estudante de enfermagem e após a conclusão dos estudos dela, casam em 11 de Junho de 1903. Ambos tinham planeado serem missionários e propuseram-se à Conferência Geral. Concordou-se que seguiriam para Espanha.

Embarcaram pois a 10 de Setembro de 1904 com o filho Charles de um ano de idade, no navio S.S. Philadelphia. Ao chegarem a Londres, esperava-os um cabograma com uma curta mensagem : Rentfro Portugal. Embarcaram pois no navio Madalena rumo a Lisboa onde chegaram a 26 de Setembro de 1904.

Dois dias depois, alugaram casa frente ao jardim da Estrela, tendo de pagar três meses de renda adiantada. Os inícios foram difíceis. Clarence estudava o português. Estabeleceu contactos com a igreja anglicana e estudou a Bíblia com o pastor desta congregação. Mas foi com a srª Lucy Portugal viúva do actor António Portugal, que o seu trabalho começou a ter êxito. Com efeito, esta senhora, a primeira pessoa a guardar o sábado e foi na sua casa na Rua dos Industriais, nº9, 2º quê se realizou a primeira escola sabatina.

A partir de 13 de Agosto de 1906, alugou-se uma sala de culto na Rua de S. Bernardo à Estrela, nº 120, 1º. O pastor Rentfro morava no 2º andar do esmo edifício. Foi ali que nasceu a 27 de Agosto de 1906, a filha Mariana. A 21 de Setembro de 1906, tem lugar os primeiros baptismos na praia de Carcavelos feitos pelo pastor Ernesto Schwantes, recentemente chegado do Brasil, e a 8 de Dezembro do mesmo ano mais duas pessoas são baptizadas no mesmo local.

A imprensa nacional não tardou a fazer eco do aparecimento da Igreja Adventista. Em 28 de Março, de 1907, o jornal O Século, publica na primeira página e com continuação na página seguinte, um extenso artigo intitulado “Uma Nova Religião em Lisboa – o que é a igreja Adventista do Sétimo Dia – Deve Guardar-se o Sábado – Cristo vai chegar sobre as Nuvens do Céu”. O artigo é ilustrado com uma foto do Pr. Rentfro, transmitia uma mensagem muito positiva do povo Adventista e das suas doutrinas.

No número de 15 de Abril, o semanário Ilustração Portuguesa publicou também com várias fotos, um artigo intitulado “Nova Religião em Portugal – A Igreja Adventista”. Nesse mesmo ano de 1907, publicava-se o primeiro livro adventista “O Preceptor da Bíblia no Lar”.

A igreja começara entretanto a sua expansão. Em 1906, Ernesto Schwantes iniciara a sua actividade no Porto, em 1910 chega a Portugal o pastor Paul Meyer. Clarence Rentfro substituira um ano antes Ernesto Schwantes (regressado ao Brasil) na região do Porto. As cidades de Portalegre, Tomar e Coimbra conhecem a mensagem adventista.

Em 1914 havia 20 membros adventistas no Porto e 41 em Lisboa. O pastor Rentfro, assumiu em 1917 uma nova missão no Brasil. Deixou Portugal, juntamente com a família a 17 de Março de 1917 e permaneceu no Brasil até 1924. À sua partida, haviam 85 adventistas no nosso país. Em Portugal, ficou a dirigir a igreja, o pastor Paul Meyer.

Clarence Rentfro faleceu em 1951 aos 74 anos de idade depois de um acidente de viação. A esposa Mary Haskell, viveu até aos 97 anos de idade, vindo a falecer em 1972.

A Nossa Missão

A missão da Igreja adventista do Sétimo Dia é proclamar a todas as pessoas o evangelho eterno no contexto das três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12, levando-os a aceitar Jesus como seu Salvador pessoal e a unir-se à Sua igreja, ajudando-os a preparar-se para a Sua breve volta.

O Nosso Método

Propomo-nos realizar esta missão, sob a direcção do Espírito Santo, do seguinte modo:

Pregação: Aceitando a comissão de Cristo (Mateus 28:18-20), proclamamos a todo o mundo a mensagem do amor de Deus, revelado no ministério da reconciliação de Seu Filho. Cada crente, pela fé, pelo arrependimento e por urna vida transformada pelo Espírito Santo, pode gozar dos benefícios da morte reconciliatória de Cristo e da Sua Vida justa.

Ensino: Reconhecendo que o desenvolvimento da mente e do carácter é essencial ao plano redentor de Deus, consideramos a educação como prioritária. Reconhecendo a Bíblia como revelação infalível da vontade de Deus, apresentamos a sua mensagem completa, incluindo a segunda vinda de Cristo e a permanente autoridade da lei dos Dez Mandamentos, o Sábado do Sétimo Dia como memorial da criação, o valor constante dos dons espirituais, o actual ministério de Cristo no santuário celestial, a realização do julgamento antes do regresso de Jesus e a morte como um sono inconsciente até à ressurreição.

Cura: Reiterando o realce dado pela Bíblia ao bem-estar total do ser humano, fazemos da preservação da saúde e cura da doença uma prioridade, e através do nosso ministério em favor dos pobres e oprimidos, cooperamos com o Criador no Seu compassivo trabalho de restauração.

A Nossa Visão

De acordo com as grandes profecias das Sagradas Escrituras, vemos como clímax do plano de Deus a restauração de toda a Sua criação à completa harmonia com a Sua perfeita vontade e justiça.

Declarações Oficiais

Casamento

Os assuntos relacionados com o casamento só poderão ser devidamente observados através do prisma do ideal divino para o matrimónio. O casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus Cristo para ser ao mesmo tempo monogâmico e heterossexual, uma união vitalícia de amor e companheirismo entre um homem e uma mulher. Na culminação da Sua actividade criadora, Deus formou os seres humanos, macho e fêmea, à Sua própria imagem, e instituiu o casamento, uma união baseada, física, emocional e espiritualmente, na aliança entre os dois sexos, a que a Escritura se refere falando de “uma só carne.” Decorrendo da diversidade dos dois géneros humanos, a unidade do casamento reflecte de um modo singular a unidade na diversidade da Divindade. A união heterossexual no casamento é, em toda a Escritura, exaltada como um símbolo do laço entre a Divindade e a humanidade. É um testemunho humano do abnegado amor de Deus e da Sua aliança com o Seu povo. A harmoniosa relação entre um homem e uma mulher no casamento provê um microcosmo de unidade social que é respeitado como um ingrediente nuclear das sociedades estáveis. Além disso, o Criador destinou a sexualidade no casamento não apenas a servir um propósito de unidade mas também a assegurar a propagação e a perpetuação da família humana. No propósito divino, a procriação resulta do mesmo processo com o qual está entrelaçada e pelo qual o marido e a mulher podem encontrar alegria, prazer e complemento físico. É a um marido e a uma esposa, cujo amor lhes deu a possibilidade de se conhecerem mutuamente num profundo laço sexual, que uma criança pode ser confiada. O seu filho é uma encarnação viva da unidade que existe entre eles. A criança em crescimento floresce num ambiente de amor e união conjugal em que ela própria foi concebida, e tem o benefício de uma relação com cada um dos seus progenitores.

A união monogâmica no casamento de um homem e uma mulher é confirmada como o fundamento divinamente ordenado da família e da vida social, e o único locus de expressão genital ou sexual íntima correlacionada.
Contudo, o estado matrimonial não é o único plano de Deus para a satisfação das necessidades relacionais humanas ou para o conhecimento da experiência familiar. O celibato e a amizade entre pessoas solteiras também cabem dentro do desígnio divino. O companheirismo e o apoio de amigos assume importância em ambos os testamentos bíblicos. A comunhão da Igreja, a família de Deus, está à disposição de todos independentemente da sua relação matrimonial. A Escritura, no entanto, estabelece uma sólida demarcação, quer social quer sexual, entre tais relações de amizade e o casamento.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia adere sem reservas a esta visão bíblica do casamento, acreditando que qualquer rebaixamento deste ponto de vista é em idêntica proporção um rebaixamento do ideal celeste. Pelo facto de o casamento ter sido corrompido pelo pecado, a pureza e a beleza do casamento tal como foi designado por Deus precisam de ser restauradas. Através de uma apreciação da obra redentora de Cristo e da obra do Seu Espírito no coração humano, o propósito original do casamento pode ser recuperado e a deleitosa e saudável experiência do casamento realizada por um homem e uma mulher que juntam as suas vidas na aliança matrimonial.

Esta declaração foi aprovada e votada pelo Conselho Administrativo da Conferência Geral em 23 de Abril de 1996.

Homossexualidade

A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece que cada ser humano tem valor aos olhos de Deus. Esforçamo-nos por estar ao serviço de todos os homens e de todas as mulheres no espírito de Jesus. Acreditamos também que, pela graça de Deus e com o encorajamento da comunidade da fé, um indivíduo pode viver de acordo com os princípios da Palavra de Deus. Os Adventistas do Sétimo Dia crêem que a intimidade física só é legítima dentro das relações conjugais que unem um homem e uma mulher. Este foi o desígnio de Deus no momento da criação. A Escritura declara. “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne”. (Gén.2:24).Toda a Escritura confirma este modelo de heterossexualidade. Não prevê qualquer adaptação a uma actividade ou relação homossexual. Todo o acto sexual fora do casamento heterossexual é proibido (Lev. 20:7-21; Rom. 1:24-27; I Cor. 6:9-11). Jesus Cristo definiu claramente o desígnio divino na criação: “Não leste que no princípio o Criador os fez macho e fêmea, e disse: Portanto deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão os dois uma só carne? Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. (Mat. 19:4-6). Por estas as razões os Adventistas opõem-se às práticas e às relações homossexuais. Os Adventistas do Sétimo Dia esforçam-se por seguir o ensino e o exemplo de Jesus. Ele confirmou a dignidade de todos os seres humanos e abriu os braços com compaixão às pessoas e às famílias que sofriam as consequências do pecado. Ofereceu um ministério de afeição e de palavras de consolo às pessoas que lutavam, fazendo sempre distinção entre o Seu amor pelos pecadores e o Seu claro ensino sobre as práticas do pecado.

(Este Declaração foi votada no Conselho Anual do Conselho Executivo da Conferência Geral em 3 de Outubro de 1999)

Liberdade Religiosa

Os Adventistas do Sétimo Dia têm sido, durante mais de um século, activos promotores da liberdade religiosa. Reconhecemos a necessidade de defender a liberdade de consciência e religião como um direito humano fundamental, de harmonia com os instrumentos das Nações Unidas.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia está presente em 209 países. No entanto, com algumas excepções, os Adventistas são uma minoria religiosa, e por vezes têm sido sujeitos a restrições e discriminações. Consequentemente, têm sentido necessidade de se empenhar na defesa dos direitos humanos.

Como cidadãos leais, os Adventistas crêem que têm direito à liberdade de religião, condicionada por iguais direitos dos outros. Isto implica a liberdade de se reunirem para a instrução e o culto, de prestarem o seu culto no sétimo dia da semana (o Sábado), e de disseminarem os seus pontos de vista religiosos pela pregação pública ou através dos meios de comunicação. Esta liberdade inclui, além disso, o direito a mudar de religião, assim como de convidar respeitosamente os outros a fazerem o mesmo. Todas as pessoas têm direito a requerer consideração sempre que a consciência não lhes permita a execução de certos deveres públicos, como aqueles que exijam o porte de armas. Sempre que seja concedido a igrejas o acesso a órgãos públicos de comunicação, os Adventistas devem, com toda a equidade, ser incluídos nesse privilégio.

Continuaremos a cooperar e a interligar-nos com outros para a defesa da liberdade religiosa de todas as pessoas, incluindo aqueles com quem possamos estar em desacordo.

Esta declaração foi aprovada e votada pelo Conselho Administrativo da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia e emitida pelo Gabinete do Presidente, Robert S. Folkenberg, na sessão da Conferência Geral reunida em Utrecht, Holanda, de 29 de Junho a 8 de Julho de 1995.

Minorias Religiosas e a Liberdade Religiosa

Através do História, as minorias religiosas foram muitas vezes sujeitas a discriminações e mesmo a perseguições abertos. Hoje, a intolerância religiosa e os preconceitos estão novamente em fase ascendente. Apesar da afirmação de liberdade de todo ser humano de professar e de manifestar as suas opiniões religiosas e de mudar de religião – afirmação contida nos textos e documentos das Nações Unidas que constituem uma “Carta Internacional dos Direitos” – numerosos países recusam este direito aos seus cidadãos.

Os textos internacionais condenam toda a espécie de discriminação para com as minorias, mas é trágico que certas nações tenham publicado listas de grupos religiosos descrevendo-os como seitas potencialmente perigosas. Comissões antiseitas foram organizadas, pessoal especializado em investigação foi formado, e leis restritivas foram votadas. Centenas de milhares de crentes inocentes são presentemente objecto de desconfiança oficial e são tratados como cidadãos de segunda classe. Tudo isto, constitui um violação da liberdade religiosa que é o direito mais elementar e essencial dos direitos fundamentais da humanidade. Os Adventistas do Sétimo Dia acreditam na necessidade de obedecer às leis do seu país desde que estas não entrem em conflito com as leis divinas. Contudo, opomo-nos a toda a lei, política ou actividade que exerça uma discriminação para com as minorias religiosas.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é a favor da liberdade religiosa para todos, assim como pela separação da Igreja e do Estado. As Escrituras ensinam que o Deus que deu a vida, deu também a liberdade de escolha. Deus só aceita obediência quando esta é prestada de uma forma livre. Os Adventistas do sétimo Dia crêem que a lei deve ser equilibradamente aplicada e sem quaisquer favores arbitrários. Pretendemos que nenhum grupo religioso seja julgado por alguns dos seus membros aparentarem ser extremistas. A liberdade religiosa é limitada quando uma conduta agressiva ou violenta viola os direitos humanos e de outros.

Apoiada no Artigo 18 da declaração Universal dos Direitos do Homem das Nações Unidas e noutros textos internacionais e de acordo com as suas próprias crenças e a sua própria História, a Igreja Adventista do Sétimo Dia está plenamente envolvida no promoção, defesa e protecção da liberdade religiosa para todo o indivíduo e em qualquer lugar. Com este objectivo, continuaremos a colaborar com a Comissão dos Direitos do Homem dos Nações Unidas, outras agências internacionais e outras organizações religiosas para encorajar cada nação a pôr em prática o direito fundamental da liberdade religiosa. Além disso, continuaremos a promover o diálogo e uma melhor compreensão entre as autoridades governamentais e os membros das minorias religiosas.

Esta declaração foi votada durante o Conselho Anual do Conselho Executivo da Conferência Geral em 29 de Setembro de 1999

Ambiente

Os Adventistas do Sétimo Dia crêem que os seres humanos foram criados à imagem de Deus, representando assim o Criador como Seus mordomos, para governar o ambiente natural de uma maneira fiel e frutuosa. Infelizmente, a destruição e a exploração foram introduzidas na administração do domínio da responsabilidade humana. Os homens e mulheres têm-se envolvido cada vez mais numa destruição megalómana dos recursos da Terra, que resulta em sofrimento generalizado, desordem ambiental e ameaça de mudanças no clima. Embora seja necessário que continuem as investigações científicas, as provas já acumuladas tornam bem claro que tanto a crescente emissão de gases destrutivos como o depauperamento da camada protectora de ozono, a destruição maciça das florestas americanas e o chamado efeito de estufa, estão a ameaçar o ecossistema da Terra. Estes problemas devem-se em grande parte ao egoísmo humano e à ganância egocêntrica de conseguir cada vez mais através de uma produção desenfreada, do consumo sem restrições e do esgotamento de recursos não renováveis. A raiz da crise ecológica está na avidez dos seres humanos e na recusa de praticarem uma boa e fiel mordomia dentro dos limites divinos da natureza. Os Adventistas do Sétimo Dia defendem um estilo de vida saudável, em que as pessoas não entrem na rotina do consumismo desenfreado, da desregrada aquisição de bens e da produção de resíduos. Apelamos ao respeito pela natureza, à restrição no uso dos recursos terrestres, à reavaliação das nossas próprias necessidades e à reafirmação do respeito pela vida criada. samos de procurar manter-nos na melhor forma física e mental, para podermos desfrutar a Sua comunhão e glorificar o Seu nome.

Esta declaração foi aprovada e votada pelo Conselho Administrativo da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia e emitida pelo Gabinete do Presidente, Robert S. Folkenberg, na sessão da Conferência Geral reunida em Utrecht, Holanda, de 29 de Junho a 8 de Julho de 1995..

Assistência aos Moribundos

Para as pessoas cuja vida é orientada pela Bíblia, a realidade da morte é reconhecida como fazendo parte da atual condição humana, afetada pelo pecado (Génesis 2:17; Romanos 5; Hebreus 9:27). “Há tempo de nascer, e tempo de morrer” (Eclesiastes 3:2). Embora a vida eterna seja um dom concedido a todos aqueles que aceitam a salvação por intermédio de Jesus Cristo, os cristãos fiéis esperam a segunda vinda de Jesus para completar a realização da sua imortalidade (João 3:36; Romanos 6:23; I Coríntios 15:51-54).

Enquanto esperam que Jesus volte, os cristãos podem ser chamados a cuidar dos que estão a morrer e a encarar pessoalmente a sua própria morte. A dor e o sofrimento afligem cada vida humana. Os traumas físicos, mentais e emocionais têm carácter universal. No entanto, o sofrimento humano não tem qualquer valor expiatório ou meritório. A Bíblia ensina que nenhuma quantidade ou intensidade do sofrimento humano pode expiar o pecado. Só o sofrimento de Jesus Cristo é suficiente. A Escritura exorta os cristãos a não desesperarem nas aflições, incitando-os a aprender a obediência (Heb. 5:7, 8), a paciência (Tiago 1:2-4; 5:10 e 11) e a resistência nas tribulações (Romanos 5:3). A Bíblia também testifica do poder vencedor de Jesus Cristo (João 16:33) e ensina que o ministério da assistência no sofrimento humano é um importante dever cristão (Mateus 25:34-40). Foi este o exemplo e os ensinos de Jesus (Mateus 9:35; Lucas 10:34-36), e é esta a Sua vontade a nosso respeito (Lucas 10:37). Os cristãos anteveem um novo dia em que Deus porá definitivamente fim ao sofrimento (Apocalipse 21:4).

Os avanços conseguidos na medicina moderna vieram acrescentar a complexidade das decisões acerca do cuidado a ministrar aos moribundos. Em tempos passados, pouco se poderia fazer para prolongar a vida humana, mas o atual poder da medicina para protelar a morte levanta questões morais e éticas muito difíceis. Que constrangimentos coloca a fé cristã sobre o uso desse poder? Quando deverá o objetivo de protelar o momento da morte ceder o lugar ao objetivo de aliviar o sofrimento no fim da vida? Quem poderá apropriadamente tomar estas decisões? Que limites deverá ou não o amor cristão impor a ações destinadas a pôr fim ao sofrimento humano?

Tornou-se habitual discutir este tipo de questões sob o título de eutanásia. Existe muita confusão acerca desta expressão. O sentido original e literal deste termo era “boa morte.” Agora o termo “eutanásia” está associado com a expressão “golpe de misericórdia,” ou tirar intencionalmente a vida a um doente para evitar uma morte dolorosa ou para aliviar o fardo que pesa sobre a família do doente ou sobre a própria sociedade. Os Adventistas do Sétimo Dia creem que permitir que um doente morra por ausência das habituais intervenções médicas, que apenas prolongam o sofrimento e adiam o momento da morte, é moralmente diferente de ações que tenham como principal intenção tirar diretamente a vida.

Os Adventistas do Sétimo Dia procuram abordar os aspetos éticos do fim da vida, de uma maneira que demonstre a sua fé em Deus como Criador e Redentor da vida e que revele o modo como a graça de Deus os tornou capazes de praticar atos de amor ao próximo. Os Adventistas do Sétimo Dia afirmam a criação da vida humana por Deus, um dom maravilhoso merecedor de ser protegido e sustentado (Génesis 1 e 2). Também afirmam o maravilhoso dom divino da redenção, que provê a vida eterna àqueles que creem (João 3:15; 17:3). Apoiam, assim, a utilização da medicina moderna para prolongar a vida humana neste mundo. No entanto, este poder deve ser usado de um modo compassivo, que revele a graça de Deus, através da minimização do sofrimento. Dado que têm a promessa divina de vida eterna na Terra renovada, os cristãos não precisam de se apegar ansiosamente aos últimos vestígios de vida nesta Terra. Tão-pouco é necessário aceitar ou oferecer todos os possíveis tratamentos médicos que meramente prolonguem o processo de morrer.

Dado o cuidado que dedicam à pessoa na sua integralidade, os Adventistas do Sétimo Dia interessam-se pela assistência física, emocional e espiritual daqueles que enfrentam a morte. Com esta finalidade, propõem os seguintes princípios baseados na Bíblia:

  1. Uma pessoa que se aproxima do fim da vida, e que tenha capacidade de compreender, merece saber a verdade acerca da sua condição, das escolhas do tratamento e possíveis resultados. A verdade nunca deve ser escamoteada, mas sim apresentada com amor cristão e com sensibilidade, tendo em conta as condições pessoais e culturais do doente (Efésios 4:15).
  2.  Deus deu a liberdade de escolha aos seres humanos, e pede-lhes que assumam a respetiva responsabilidade. Os Adventistas do Sétimo Dia creem que esta liberdade se estende às decisões sobre os cuidados médicos. Após haver procurado a orientação divina e considerado os interesses daqueles que serão afetados pela decisão (Romanos 14:7) assim como os conselhos médicos, uma pessoa que seja capaz de tomar decisões deverá determinar se aceita ou rejeita intervenções médicas destinadas ao prolongamento da vida. Tais pessoas não devem ser forçadas a submeter-se a um tratamento médico que elas mesmas considerem inaceitável.
  3. O plano de Deus é que as pessoas sejam objeto de cuidado no seio duma família e duma comunidade de fé. As decisões sobre a vida humana são mais apropriadamente tomadas num contexto de sãs relações familiares, após consideração dos conselhos médicos (Génesis 2:18; Marcos 10:6-9; Êxodo 20:12; Efésios 5 e 6). Quando uma pessoa a morrer seja incapaz de dar o seu consentimento ou exprimir preferências acerca da intervenção médica, tais decisões deverão ser tomadas por alguém já escolhido pela dita pessoa. Se ninguém tiver sido escolhido, a determinação deverá ser tomada por alguém próximo do moribundo. Salvo circunstâncias extraordinárias, os profissionais médicos ou legais deverão submeter-se às decisões sobre intervenções médicas numa pessoa moribunda, tomadas por aqueles que são mais próximos da dita pessoa. Desejos ou decisões da própria pessoa serão mais bem expressos por escrito e deverão estar de acordo com as disposições legais existentes localmente, tendo em conta as diretivas relativas ao progresso médico, ou um documento semelhante.
  4. O amor cristão é prático e responsável (Romanos 13:8-10; I Coríntios 13; Tiago 1:27; 2:14-17). Tal amor não nega a fé nem nos obriga a oferecer ou aceitar intervenções médicas cujos inconvenientes suplantem os prováveis benefícios. Por exemplo, quando os cuidados médicos meramente preservem as funções corporais sem esperança de o doente poder recuperar o estado consciente, são fúteis e podem, em boa consciência, ser suspensos ou retirados. De modo semelhante, os tratamentos médicos para o prolongamento da vida poderão ser omitidos ou interrompidos, quando apenas aumentem o sofrimento do doente, ou prolonguem desnecessariamente o processo de morrer. Qualquer ação empreendida deverá estar em harmonia com os princípios divinos relativamente à santidade da vida.
  5. Embora o amor cristão possa levar à suspensão ou à supressão de intervenções médicas que apenas aumentem o sofrimento ou prolonguem o processo da morte, os Adventistas do Sétimo Dia não praticam o “golpe de misericórdia” nem ajudam ao suicídio (Génesis 9:5, 6; Êxodo 20:13; 23:7). Eles opõem-se à eutanásia ativa, o ato de tirar intencionalmente a vida a uma pessoa que está a morrer.
  6. A compaixão cristã reclama o alívio do sofrimento (Mateus 25:34-40; Lucas 10:29-37). No cuidado dos moribundos, é uma responsabilidade cristã aliviar a dor e o sofrimento, na maior medida possível. Quando seja claro que a intervenção médica não curará o doente, o principal objetivo do cuidado a prestar deverá passar a ser o de aliviar o sofrimento.
  7. O princípio bíblico da justiça determina que se dê uma atenção acrescida às necessidades daqueles que são indefesos e dependentes (Sal. 82:3, 4; Provérbios 24:11, 12; Isaías 1:1-18; Miqueias 6:8; Lucas 1:52-54). Devido à sua condição de vulnerabilidade, deve ter-se um cuidado especial para que as pessoas que estão a morrer sejam tratadas com respeito pela sua dignidade e sem injusta discriminação. O cuidado dispensado aos moribundos deve basear-se nas suas necessidades espirituais e médicas e nas suas escolhas expressas, em vez de em perceções da sua categoria social (Tiago 2:1-9). Enquanto procuram aplicar estes princípios, os Adventistas do Sétimo Dia encontram esperança e coragem no facto de que Deus responde às orações dos Seus filhos e pode agir miraculosamente para o bem-estar deles (Salmo 103:1-5; Tiago 5:13-16). Seguindo o exemplo de Jesus, também oram para aceitar a vontade de Deus em todas as coisas (Mat. 26:39). Têm a confiança de poder reclamar o poder de Deus para os ajudar no cuidado a ter com as necessidades físicas e espirituais das pessoas que sofrem e estão a morrer. Sabem que a graça de Deus é suficiente para os tornar capazes de resistir à adversidade (Salmo 50:14 e 15). Acreditam que a vida eterna para todos os que têm fé em Jesus está garantida pelo triunfo do amor de Deus.

 

Esta declaração foi aprovada e votada pelo Conselho Executivo da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia na sessão do Concílio Anual em Silver Spring, a 9 de outubro de 1992. Revista pelo Conselho Executivo da Conferência Geral em 9 de maio de 2013.

Declaração Sobre o Jogo

O jogo, definido como um jogo de azar, pago, causa cada vez maior impacto em todo o mundo. O conceito de ganhar dinheiro à custa dos outros tornou-se uma praga moderna. A sociedade está a pagar o preço cada vez mais elevado dos crimes resultantes do apoio às vítimas e da desintegração da família que degrada a qualidade de vida. Os Adventistas do Sétimo Dia têm-se oposto continuamente ao jogo, na medida em que este é incompatível com os princípios cristãos. Não é uma forma apropriada de entretenimento nem um meio legítimo de obtenção de fundos. O jogo viola os princípios cristãos da mordomia. Deus identifica o trabalho como um método apropriado de obter lucro material; não a prática de um jogo de azar na mira de obter um ganho à custa de outros. O jogo tem uma enorme repercussão na sociedade. Reflecte-se em custos financeiros resultantes do crime cometido para sustentar o hábito de jogar e também do reforço do policiamento e das despesas legais, assim como de crimes relacionados que envolvem drogas e prostituição. O jogo não gera receitas; antes tira daqueles que muitas vezes têm dificuldade em suportar a perda, e dá a um pequeno grupo de ganhadores, sendo quem mais ganha é naturalmente o empresário do jogo. A ideia de que as operações de jogo podem resultar num lucro económico real é uma ilusão. Além disso, o jogo viola o sentimento cristão de responsabilidade pela família, pelos vizinhos, pelos necessitados e pela Igreja.

  1. O jogo cria falsas expectativas. O sonho de ganhar com o jogo substitui a verdadeira esperança, por um falso sonho de uma estatisticamente improvável oportunidade de ganhar. Os cristãos não devem pôr a sua esperança na riqueza. A esperança cristã num futuro glorioso prometido por Deus é certa e firme, ao contrário do sonho do jogo. O grande ganho para o qual a Bíblia aponta é a piedade com contentamento.
  2. O jogo gera dependência. Esta característica do jogo é claramente incompatível com um estilo de vida cristão. A Igreja procura ajudar, não acusar, os que sofrem por causa do jogo ou de outras dependências. Os cristãos reconhecem que são responsáveis diante de Deus pelos seus recursos e estilo de vida.
  3. A organização da Igreja Adventista do Sétimo não aprova rifas ou lotarias como meio de conseguir fundos, e recomenda aos seus membros que não participem em tais actividades, ainda que bem intencionadas. A Igreja tão-pouco aprova qualquer jogo patrocinado pelo Estado. A Igreja Adventista do Sétimo Dia pede a todas as autoridades que previnam a cada vez maior e mais fácil acessibilidade ao jogo com os seus prejudiciais efeitos sobre os indivíduos e a sociedade.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia rejeita o jogo como acima se define, e não solicitará nem aceitará quaisquer fundos que manifestamente tenham tido origem no jogo.

1. I Tess. 4:11; Gén. 3:19; Mat. 19:21; Act. 9:36; II Cor. 9:8, 9

2. I Tim. 6:17; Heb. 11:1; I Tim. 6:6

3. I Cor. 6:19, 20

Maus-tratos e Violência na Familia

Os Adventistas do Sétimo Dia reafirmam a dignidade e o valor de cada ser humano e condenam todas as formas de mau tratamento e violência física, sexual e emocional no seio da família. Reconhecemos a extensão global deste problema e os seus efeitos graves e perduráveis na vida de todos os envolvidos nele. Acreditamos que os cristãos precisam de responder aos maus-tratos e violência familiar, quer no âmbito da igreja quer na comunidade. Preocupamo-nos seriamente com os relatórios de mau tratamento e violência, e temos dado atenção à discussão destes assuntos nesta assembleia internacional. Entendemos que uma atitude de indiferença e passividade corresponde a aceitar, perpetuar e, potencialmente, contribuir para a disseminação deste tipo de comportamentos. Aceitamos a nossa responsabilidade de cooperar com outros serviços profissionais, de escutar e cuidar daqueles que sofrem maus-tratos e violência familiar, de denunciar as injustiças e falar em defesa das vítimas. Ajudaremos as pessoas que necessitem de encontrar e conseguir o acesso aos vários serviços profissionais disponíveis. Quando mudanças de atitudes e de comportamento abrirem possibilidades para o perdão e o recomeço de vida, exerceremos um ministério de reconciliação. Auxiliaremos as famílias que sofrem devido a relações que não podem ser recuperadas. Consideraremos os problemas espirituais com que se confrontam as pessoas atingidas, procurando compreender as origens do mau tratamento e violência familiar, e desenvolvendo melhores métodos para prevenir a repetição deste tipo de ocorrências.

Esta declaração foi aprovada e votada pelo Conselho Administrativo da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia e foi emitida pelo gabinete do presidente, Robert. S. Folkenberg, na sessão da Conferência Geral que teve lugar em Utrecht, Suíça, de 29 de Junho a 8 de Julho de 1995.

Proteção da Natureza e do Ambiente

O mundo onde vivemos é um dom de amor da parte do Deus Criador, «Aquele que criou os céus, e a terra, e o mar e as fontes das águas» (Apocalipse 14:7; 11:17, 18). Nesta obra de criação Deus incluiu os seres humanos, numa relação intencional com Ele próprio, com as outras pessoas e com o mundo circundante. Portanto, como Adventistas do Sétimo Dia, entendemos que a preservação e o cuidado da natureza estão intimamente relacionadas com o nosso serviço para Ele.

Deus reservou o Sábado do sétimo dia como um memorial e testemunho perpétuo do Seu acto criador e da fundação do mundo. Repousando nesse dia, os Adventistas do Sétimo Dia reforçam o sentido especial da relação com o Criador e com a Sua criação. A observância do Sábado sublinha a importância da nossa integração com o ambiente total.

A decisão humana de desobedecer a Deus quebrou a ordem original da criação, resultando numa desarmonia estranha aos Seus propósitos. Por isso o nosso ar e as nossas águas estão poluídos, as florestas e a vida selvagem saqueadas, e os recursos naturais explorados. Por reconhecermos que os seres humanos fazem parte da criação divina, a nossa preocupação com o ambiente estende-se à saúde e ao estilo de vida pessoal. Advogamos uma maneira de viver saudável e rejeitamos o uso de substâncias como tabaco, álcool e outras drogas que danificam o corpo e consomem os recursos da terra; e somos apologistas de um regime alimentar vegetariano simples.

Os Adventistas do Sétimo Dia defendem a existência de relações de respeitosa cooperação entre todas as pessoas, reconhecendo a nossa origem comum e a nossa dignidade humana como um dom do Criador. Uma vez que a miséria humana e a degradação ambiental estão inter-relacionadas, empenhamo-nos em melhorar a qualidade de vida de todos os povos. O nosso objectivo é um desenvolvimento sustentado dos recursos, simultaneamente com a satisfação das necessidades humanas. O verdadeiro progresso no sentido de cuidar do nosso ambiente depende tanto do esforço pessoal como da cooperação entre todos. Aceitamos o desafio de trabalhar para a restauração do desígnio geral de Deus. Movidos pela fé em Deus, empenhamo-nos em promover a cura, quer pessoal quer ambiental, decorrente de vidas integradas e dedicadas a servir a Deus e à humanidade. Neste empenhamento, reafirmamos a nossa mordomia relativamente à criação de Deus, e acreditamos que a restauração total só se completará quando Deus fizer novas todas as coisas.

Esta declaração foi aprovada e votada pelo Conselho Administrativo da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia na sessão do Concílio Anual em Silver Spring, Maryland, E.U.A., a 12 de Outubro de 1992.

Uso, Abuso e Dependência de Drogas

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, organizada oficialmente em 1863, tomou desde muito cedo posição sobre o uso das bebidas alcoólicas e do tabaco. A igreja condenou o uso de ambas as coisas como destruidoras da vida, da família e da espiritualidade. Adoptou, na prática, uma definição de temperança que defendia a “total abstinência de tudo o que seja prejudicial, e uso cuidadoso e inteligente daquilo que é bom.”

A posição da igreja sobre o uso do álcool e do tabaco não mudou. Em décadas recentes esta igreja promoveu activamente a educação anti-álcool e anti-droga no seu próprio seio, e uniu-se a outras organizações para educar a comunidade em geral na prevenção do alcoolismo e da dependência de drogas. A igreja criou no princípio dos anos 60 um “Programa para Deixar de Fumar” que se estendeu a todo o mundo e ajudou dezenas de milhares de fumadores a livrar-se do tabaco. Originalmente conhecido como o “Plano dos Cinco Dias” para deixar de fumar, será provavelmente o mais bem sucedido de todos os programas visando o abandono do tabaco.

A criação de centenas de novos produtos químicos em laboratórios e a redescoberta e popularização de antigas drogas naturais, como a marijuana e a cocaína, vieram complicar um problema comparativamente simples e apresentar um desafio cada vez maior tanto à igreja como à sociedade em geral. Numa sociedade que tolera e até fomenta o uso de drogas, a toxicodependência é uma ameaça que não para de crescer. Redobrando os seus esforços no campo da prevenção, a igreja está a organizar novos programas para as suas escolas, incluindo programas de apoio para ajudar os jovens a manter-se abstinentes.

A igreja procura também ser uma voz influente chamando a atenção dos média, e das autoridades governativas e legislativas, para os danos que a sociedade está a sofrer pela constante propaganda e distribuição de álcool e tabaco. A igreja continua a crer que as instruções de Paulo em I Coríntios 6:19 e 20 são aplicáveis hoje, que o nosso corpo “é o templo do Espírito Santo” e que devemos glorificar Deus no nosso corpo. Pertencemos a Deus, somos testemunhas da Sua graça. Precisamos de procurar manter-nos na melhor forma física e mental, para podermos desfrutar a Sua comunhão e glorificar o Seu nome.

Esta declaração pública foi emitida pelo presidente da Conferência Geral, Neal C. Wilson, após consulta com os dezasseis vice-presidentes mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em 5 de Julho de 1990, na sessão da Conferência Geral em Indianapolis, Indiana, E.U.A.

Modo como os Adventistas do Sétimo Dia vêem  o Catolicismo Romano

Os Adventistas do Sétimo Dia consideram todos os homens e mulheres como seres semelhantes aos olhos de Deus. Rejeitam a intolerância contra qualquer pessoa, independentemente de raça, nacionalidade ou credo religioso. Para além disso, enquanto Adventistas do Sétimo Dia, temos o prazer de reconhecer que os cristãos sinceros podem encontrar-se em outras denominações, incluindo o catolicismo romano, trabalhando a nossa Igreja em conjunto com todas as agências e organismos que procuram aliviar o sofrimento humano de modo a eleva-los a Cristo perante o mundo.

Os Adventistas do Sétimo Dia procuram ter uma abordagem positiva perante as outras crenças religiosas. A nossa principal missão é pregar o evangelho de Jesus Cristo no contexto da breve vinda de Cristo, e não apontar falhas a outras denominações.

As crenças dos Adventistas do Sétimo Dia estão enraizados nos ensinos bíblicos apostólicos e, portanto, compartilham muitas das doutrinas essenciais do Cristianismo, comuns aos seguidores de outras igrejas cristãs. No entanto, possuimos uma identidade específica enquanto movimento. A nossa convincente mensagem quer para cristãos quer não-cristãos, é comunicar a esperança com principal foco na qualidade de vida que é completa em Cristo.

Uma vez que os adventistas se relacionam com o catolicismo romano, em particular, quer o passado quer o futuro surgem no nosso pensamento. Nós não podemos apagar ou ignorar o registro histórico de intolerância grave e até perseguição por parte da Igreja Católica Romana. O sistema católico romano de governo da igreja, com base em ensinamentos extra-bíblicos, tais como a primazia papal, resultou em graves violações da liberdade religiosa, uma vez que a Igreja era aliada do Estado.

Os Adventistas do Sétimo Dia estão convencidos da validade das visões proféticas da Bíblia, segundo as quais a humanidade vive agora perto do fim dos tempos. Os adventistas crêem, com base em previsões bíblicas, que pouco antes da segunda vinda de Cristo nesta terra passará por um período de turbulência sem precedentes, com o sábado do sétimo dia como sendo um ponto focal. Nesse contexto, esperamos que as religiões do mundo – incluindo os organismos de grandes cristãos como atores-chave – se alinharãoàs as forças de oposição a Deus e ao sábado. Mais uma vez a união entre a Igreja e o Estado vai resultar em opressão religiosa generalizada.

Culpar as violações passadas de princípios cristãos em uma denominação específica não é uma representação precisa quer da História ou do que concerne as profecias bíblicas. Reconhecemos que, por vezes o Protestantismo, incluindo Os Adventistas do Sétimo Dia, tem manifestado preconceito. Se, ao expor sobre o que a Bíblia ensina, Os Adventistas do Sétimo Dia não conseguem expressar o amor perante os que se dirige, então não exibem um cristianismo autêntico.

Os adventistas procuram ser justos no trato com os outros. Assim, enquanto permanecermos cientes do registro histórico e continuamos a manter os nossos pontos de vista sobre os eventos do fim dos tempos, reconhecemos algumas mudanças positivas no catolicismo recente, salientando a convicção de que muitos católicos romanos são nossos irmãos e irmãs em Cristo.

Criação: A Visão Bíblica

A Igreja Adventista do Sétimo Dia afirma a sua crença no relato bíblico da criação em oposição à explicação evolucionista acerca da origem dos seres vivos e do relacionamento do Homem com outras formas de vida. Os Adventistas do Sétimo Dia observam com grande interesse o crescente debate em torno da existência de um Design Inteligente na natureza e das evidências que apoiam esta visão. À luz do considerável interesse público sobre este tema, a Igreja aproveita a oportunidade para exprimir a sua confiança no registo bíblico.

Os Adventistas do Sétimo Dia acreditam que Deus é o Criador de todos os seres vivos e que a Bíblia apresenta uma narrativa fidedigna da Sua acção criadora. Acreditamos ainda que os acontecimentos bíblicos relatados em Génesis 1-11, entre os quais a criação singular do ser humano, são históricos e recentes, que os sete dias da criação são dias de 24 horas literais, formando uma semana literal, e que o dilúvio atingiu a natureza de forma global.

A crença na criação é basilar para o entendimento Adventista do Sétimo Dia sobre muito mais questões do que simplesmente a das origens. Os propósitos e a missão de Deus descritos na Bíblia, a responsabilidade humana na conservação do ambiente, a instituição do casamento e o significado sagrado do Sábado são assuntos que encontram o seu sentido na doutrina da criação.

Os Adventistas do Sétimo Dia reconhecem que o registo bíblico da criação não responde a todas as questões que podem ser colocadas sobre as origens. A nossa compreensão destes mistérios é limitada. Esperamos que o estudo contínuo da Bíblia e da natureza aprofunde o nosso conhecimento acerca do poder de Deus e fortaleça a nossa fé na Sua Palavra e na descrição da criação que esta contém.

(Esta declaração fundamenta-se em numerosas passagens bíblicas que incluem: Salmos 19:1; Colossenses 1:16-17; Génesis 1-11; Salmos 139:14; Êxodo 20:8-11; Marcos 2:27; Romanos 8:20,21.)

Esta declaração foi aprovada e votada pelo Conselho Executivo da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia a 23 de Junho de 2010, e emitida na sessão da Conferência Geral de Atlanta, nos Estados Unidos da América, realizada entre 24 de Junho e 3 de Julho de 2010.

Família

Os laços de família são os mais fortes, ternos e sagrados de entre todos os relacionamentos que temos na Terra. Deus instituiu a família como a fonte primária de relacionamentos calorosos e carinhosos que os corações humanos anseiam.

As necessidades profundas e contínuas de pertença, amor e intimidade são preenchidas de forma significativa no círculo familiar. Deus abençoa a família e espera que os seus membros se entreajudem na busca da maturidade e plenitude completas. Na família cristã, o valor pessoal e a dignidade de cada um de seus membros é confirmada e salvaguardada num ambiente de respeito, igualdade, abertura e amor. Neste círculo íntimo, as atitudes primordiais e mais duradouras dos relacionamentos são desenvolvidas e os valores são transmitidos de geração em geração.

Deus também pretende que a revelação de Si mesmo e dos Seus caminhos esteja presente nos relacionamentos familiares. O casamento baseado no amor mútuo, honra, intimidade e compromisso para toda a vida reflete o amor, santidade, proximidade e permanência da ligação entre Cristo e a Sua Igreja. A educação e correção das crianças pelos seus pais e a resposta amorosa da descendência ao afecto revelado por eles revela a experiência dos crentes como filhos de Deus. Pela graça de Deus, a família pode ser um agente poderoso na condução dos seus membros a Cristo.

O pecado perverteu os ideais de Deus para o casamento e para a família. A crescente complexidade da sociedade e o enorme stress que recai sobre os relacionamentos leva à crise no seio de muitas famílias da actualidade. Os resultados são evidenciados nas vidas e relacionamentos que são destruídos, disfuncionais e caracterizados por falta de confiança, pelos conflitos, hostilidades e desavenças. Muitos membros de famílias, incluindo pais e avós, mas especialmente esposas e filhas, sofrem de violência familiar. Tanto o abuso físico como o emocional atingiram proporções epidémicas. O número crescente de divórcios assinala um elevado grau de discórdia matrimonial e infelicidade.

Os relacionamentos familiares necessitam de passar por uma renovação e reforma. Esta experiência ajudará a mudar as atitudes e práticas destrutivas existentes, na actualidade, em muitos lares. Mediante o poder do evangelho, os membros familiares tornam-se capazes de reconhecer o seu carácter pecaminoso, de aceitar as fragilidades uns dos outros e receber a cura redentora de Cristo na sua vida e relacionamentos. Embora alguns relacionamentos familiares estejam aquém do ideal e o seu restabelecimento de experiências prejudiciais não seja inteiramente alcançado, onde impera o amor de Cristo, o Seu Espírito irá promover a unidade e a harmonia, transformando esses lares em canais de alegria vivificante e poder no seio da igreja e comunidade.

Esta declaração foi emitida pelo presidente da Conferência Geral, Neal C. Wilson, após consultar os dezasseis vice-presidentes da Igreja Adventista do Sétimo Dia no dia 5 de Julho de 1990, na Sessão da Conferência Geral em Indianápolis, Indiana.

Drogas

A Igreja Adventista do Sétimo Dia exorta todos os indivíduos e países a cooperarem na erradicação da epidemia mundial das drogas que enfraquece a estrutura social dos países e frequentemente provoca a morte, a nível individual, das suas vítimas ou leva-as a uma vida de crime.

Os Adventistas do Sétimo Dia crêem no ensino bíblico de que o corpo humano é o “templo do Deus vivente”, que deve ser cuidado de forma inteligente (II Coríntios 6: 15-17).

A Crença Fundamental Nº 22 da Igreja declara: ”Juntamente com exercício e descanso adequados, devemos adoptar o regime alimentar mais saudável possível (…). Uma vez que o uso de bebidas alcoólicas, tabaco, e narcóticos, são prejudiciais para o nosso corpo, devemos abster-nos também deles. Pelo contrário, devemos envolver-nos em tudo o que proporciona ao nosso corpo a disciplina de Cristo, que deseja o melhor para a nossa saúde, a nossa satisfação e o nosso bem.”

Para terem uma vida vigorosa, os Adventistas do Sétimo Dia incitam todos os indivíduos a seguirem um estilo de vida livre de produtos tabágicos, bebidas alcoólicas e sem fazer mau uso dos fármacos.

 

Esta declaração pública foi emitida pelo presidente da Conferência Geral, Neal C. Wilson, após consultar os dezasseis vice-presidentes mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Junho de 1985, na sessão da Conferência Geral em Nova Orleães, Louisiana.

Lar e a Família

A saúde e a prosperidade da sociedade estão directamente relacionadas com o bem-estar das suas partes constituintes – o agregado familiar. Actualmente, como talvez nunca antes, a família está em dificuldades. Os comentadores sociais desvalorizam a desintegração da vida familiar moderna. O conceito cristão tradicional de casamento entre um homem e uma mulher está sob ameaça. A Igreja Adventista do Sétimo Dia, neste tempo de crise familiar, encoraja cada membro de família a fortalecer a sua dimensão espiritual e relacionamento familiar mediante o amor, honra, respeito e responsabilidade mútuos.

A Crença Fundamental nº 23 da Igreja refere que o relacionamento conjugal “deve reflectir o amor, a santidade, a intimidade e a constância da relação entre Cristo e a Sua Igreja. (…) Apesar de alguns relacionamentos familiares poderem ficar muito aquém do ideal, os casais que se comprometem inteiramente um com o outro, em Cristo, podem alcançar a unidade de amor através da orientação do Espírito Santo e do cuidado da igreja. Deus abençoa a família e deseja que os seus membros se ajudem uns aos outros em direcção à maturidade. Os pais devem educar os seus filhos para amarem e obedecerem ao Senhor. Através do seu exemplo e das suas palavras eles devem ensiná-los que Cristo é um disciplinador amoroso, que sempre se preocupa e sente ternura por nós, que quer que nos tornemos membros do Seu Corpo, a família de Deus.”

Ellen G. White, uma das fundadoras da Igreja, declarou: “A obra dos pais constitui a base de toda a outra obra. A sociedade é formada por famílias, e é o reflexo do desempenho dos chefes de família. Do coração “procedem as saídas da vida” (Prov. 4:23); e o coração da comunidade, da igreja e da nação é o lar. A felicidade da sociedade, o êxito da igreja e a prosperidade da nação dependem das influências domésticas” – Ciência do Bom Viver, Ellen G. White, p. 349.

 

Esta declaração pública foi emitida pelo presidente da Conferência Geral, Neal C. Wilson, após consultar os dezasseis vice-presidentes mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, no dia 27 de Junho de 1985, na sessão da Conferência Geral em Nova Orleães, Louisiana. 

Pornografia

Atualmente, diversos Órgãos Jurisdicionais e culturas procuram definições e debatem-se acerca das consequências da pornografia (i.e., a literatura do comportamento sexual desviante).Contudo, e tendo como base princípios eternos, os Adventistas do Sétimo Dia, independentemente da sua cultura, consideram a pornografia algo que é destrutivo, humilhante, dessensibilizante e explorador.

É destrutivo para as relações conjugais subverter, desta forma, o desígnio de Deus de que marido e mulher se unissem de tal modo que se tornassem, simbolicamente, “uma só carne” (Génesis 2:24).

Torna-se, de facto, humilhante, a definição de uma mulher (e em alguns casos de um homem) não como um todo espiritual-físico-mental, mas como um ser unidimensional e descartável, um objeto sexual, privando-a de todo o valor e respeito que lhe é devido, e os quais a definem como filha de Deus.

Também é dessensibilizante para o espetador / leitor, tornando a consciência calejada e insensível, assim como “pervertendo a perceção” e produzindo uma “pessoa depravada” (Romanos 1:22 28).

Por fim, a pornografia é algo explorador pois favorece a lascívia sendo basalmente abusivo e, portanto, contrária à Regra de Ouro, que insiste que se tratem os outros como se deseja ser tratado (Mateus 7:12). Ainda mais ofensiva é a pornografia infantil. Jesus afirmou: “Se alguém desvia até mesmo uma criança que crê em mim, melhor seria que fosse lançado nas profundezas do mar com uma pedra de moinho ao pescoço!” (Mateus 18:6).

Embora Norman Cousins possa não ter afirmado em linguagem bíblica, escreveu perspicazmente: “O problema desta pornografia aberta…não é apenas corromper, mas também dessensibilizar, não é apenas desencadear paixões, mas também enfraquecer as emoções , não é apenas incentivar uma atitude madura, contudo, e tendo em conta que é uma reversão para obsessões infantis, não é remover a venda dos olhos, mas distorcer Proclama-se  valentia e proeza , porém, na pornografia o amor é negado. O que obtemos não é libertação, mas desumanização… “- Saturday Review of Literature 20 de setembro de 1975.

Uma sociedade que é atormentada por mergulhar em padrões de decência, aumentando a prostituição infantil, gravidez na adolescência, abusos sexuais de mulheres e crianças, mentalidades danificadas pelas drogas, e a criminalidade organizada poderá dar-se ao luxo da contribuição da pornografia a todos esses males.

De facto, é sábio o conselho do primeiro grande teólogo do cristianismo: “Se você acreditar na bondade e se você valoriza a aprovação de Deus, corrigir suas mentes nas coisas que são santas a definem, puro e belo e bom” (Filipenses 4: 8 e 9). Este é um conselho que todos os cristãos deveriam, certamente, ter em consideração.

 

Esta declaração pública foi referida pelo presidente da Conferência Geral, Neal C. Wilson, após consulta com os 16 vice-presidentes mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, no dia 5 de julho de 1990, na sessão da Conferência Geral em Indianápolis, Indiana.

Relacionamentos Humanos

Os Adventistas do Sétimo Dia lamentam e procuram combater todas as formas de discriminação baseadas na raça, origem étnica, nacionalidade, cor da pele ou género. Acreditamos que cada pessoa foi criada à imagem de Deus, que fez todas as nações de um só sangue (Actos 17:26). Esforçamo-nos por continuar o ministério reconciliador de Jesus Cristo que deu a sua vida pelo mundo inteiro para que n’Ele não haja “judeu nem grego” (Gálatas 3:28). Qualquer forma de racismo vai contra a essência do Evangelho cristão.

Um dos aspectos mais preocupantes dos nossos tempos é a manifestação racista e tribalista que se faz sentir em muitas sociedades, por vezes com violência e sempre com a difamação de homens e mulheres. Como um corpo mundial presente em mais de 200 países, os Adventistas do Sétimo Dia procuram manifestar aceitação, amor e respeito para com todos, e divulgar a mensagem curadora por toda a sociedade.

A igualdade entre todas as pessoas é uma doutrina da nossa Igreja. A nossa Crença Fundamental n.º 13 refere: “Em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça, cultura e nacionalidade, e diferenças entre grandes e pequenos, ricos e pobres, homens e mulheres, não devem ser motivo de dissensões entre nós. Todos somos iguais em Cristo, o qual por um só Espírito nos uniu numa comunhão com Ele e uns com os outros; devemos servir e ser servidos sem parcialidade ou restrição.”

Esta declaração foi aprovada e votada pelo Conselho Administrativo da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia e foi emitida pelo gabinete do presidente, Robert S. Folkenberg, por ocasião da sessão da Conferência Geral em Ultrecht, Holanda, de 29 de Junho a 8 de Julho de 1995.

As Sagradas Escrituras

As Sagradas Escrituras são o fundamento da compreensão Adventista do Sétimo Dia sobre propósito, mensagem e missão.

Respeitamos a Bíblia enquanto mensagem de Deus transmitida através de escritores humanos. Embora o formato das Escrituras se manifeste a si mesmo em linguagem e contexto humanos e num panorama histórico, o seu conteúdo consiste em mensagens divinas transmitidas à humanidade como um todo, e especialmente aos crentes. Acima da diversidade reflectida na linguagem humana está a verdade unificadora que liga o todo à Palavra de Deus.

As Escrituras fornecem relatos autênticos e fidedignos do Deus Criador e da Sua actividade em trazer o mundo à existência, bem como os seus habitantes. Elas fornecem o conhecimento das origens, dão sentido à vida e revelam o destino final da humanidade.

Acima de tudo, as Escrituras atestam que Jesus Cristo é a revelação suprema – Deus entre nós. Tanto o Velho como o Novo Testamentos dão testemunho de Deus. Por estas razões, as Sagradas Escrituras mantêm-se como a revelação infalível da vontade de Deus, a norma para os valores e vida cristãos, a medida para todas as coisas dentro da experiência humana e o único guia de confiança para a salvação em Cristo.

 

Esta declaração foi aprovada e votada pelo Conselho Administrativo da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia (ADCOM, na sigla em inglês) e foi emitida pelo gabinete do presidente, Robert S. Folkenberg, na sessão da Conferência Geral que teve lugar em Utrecht, Holanda, de 29 de Junho a 8 de Julho de 1995.

Os Sem-abrigo e a Pobreza

As Sagradas Escrituras são o fundamento da compreensão Adventista do Sétimo Dia sobre propósito, mensagem e missão.

Respeitamos a Bíblia enquanto mensagem de Deus transmitida através de escritores humanos. Embora o formato das Escrituras se manifeste a si mesmo em linguagem e contexto humanos e num panorama histórico, o seu conteúdo consiste em mensagens divinas transmitidas à humanidade como um todo, e especialmente aos crentes. Acima da diversidade reflectida na linguagem humana está a verdade unificadora que liga o todo à Palavra de Deus.

As Escrituras fornecem relatos autênticos e fidedignos do Deus Criador e da Sua actividade em trazer o mundo à existência, bem como os seus habitantes. Elas fornecem o conhecimento das origens, dão sentido à vida e revelam o destino final da humanidade.

Acima de tudo, as Escrituras atestam que Jesus Cristo é a revelação suprema – Deus entre nós. Tanto o Velho como o Novo Testamentos dão testemunho de Deus. Por estas razões, as Sagradas Escrituras mantêm-se como a revelação infalível da vontade de Deus, a norma para os valores e vida cristãos, a medida para todas as coisas dentro da experiência humana e o único guia de confiança para a salvação em Cristo.

 

Esta declaração foi aprovada e votada pelo Conselho Administrativo da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia (ADCOM, na sigla em inglês) e foi emitida pelo gabinete do presidente, Robert S. Folkenberg, na sessão da Conferência Geral que teve lugar em Utrecht, Holanda, de 29 de Junho a 8 de Julho de 1995.

Declaração Sobre O Controle de Nascimento

Hoje as tecnologias científicas permitem um melhor controlo da fertilidade e da reprodução humana do que antigamente. Estas tecnologias permitem relações sexuais com uma probabilidade mínima de gravidez e de nascimento. Os casais cristãos têm à sua disposição um enorme potencial de controle da fertilidade que levanta inúmeros problemas que têm implicações religiosas, médicas, sociais e políticas. Estas novas possibilidades oferecem oportunidades e vantagens, assim como desafios e inconvenientes. Um certo número de problemas morais devem ser tidos em consideração. Os cristãos que têm de tomar uma decisão pessoal sobre estes problemas devem estar informados de maneira a poderem tomar decisões sábias fundamentadas em princípios bíblicos.

Entre os problemas a considerar encontra-se a questão de saber se uma intervenção humana é legítima nos processos biológicos naturais da reprodução humana. Se uma tal intervenção for legítima, então é necessário abordar as questões suplementares: o quê, quando e como? Existem ainda outros problemas correlatos tais como:

A probabilidade de uma imoralidade acrescida no domínio sexual, encorajada pelo acesso aos métodos de controle de nascimentos e pela sua utilização;

Os problemas de domínio de um sexo sobre o outro em relação aos privilégios e às prerrogativas dos homens e das mulheres no campo sexual;

Os problemas sociais, incluindo o direito de uma sociedade se apoderar da liberdade individual no interesse da sociedade na sua globalidade, e o dever de apoiar as pessoas desfavorecidas no plano económico e educativo;

Os problemas económicos relativos ao crescimento da população e à utilização dos recursos naturais.

Uma declaração sobre as considerações morais no que diz respeito ao controle de nascimentos deve ser feita no contexto mais vasto dos ensinos bíblicos sobre a sexualidade, o casamento, a arte da paternidade, o valor das crianças e de uma boa compreensão das relações entre os diferentes problemas. Tendo sempre bem presente que existe uma diversidade de opiniões sobre estes assuntos no seio da Igreja, propomos os seguintes princípios, apoiados na Bíblia, para educar e orientar nas decisões a tomar:

1. Uma gestão responsável. Deus criou os seres humanos à Sua imagem, homem e mulher, com a capacidade de pensar e de tomar decisões (Is.1:18; Josué 24:15; Deut.30:15-20). Deus confiou aos homens o domínio sobre a terra (Gén.1:26,28). Este domínio exige que a natureza receba vigilância e cuidados. A Gestão Cristã da Vida exige também responsabilidade na procriação humana. A sexualidade, que é um dos aspectos da natureza humana sobre a qual o indivíduo recebeu a responsabilidade da gestão, deve realizar-se de acordo com a vontade de Deus (Êx.20:14; Gén.39:9; Lev.20:10-21; I Cor.6:12-20).

2. Um objectivo de procriação. A perpetuação da família humana é um dos desígnios de Deus para a sexualidade humana (Gén.1:28). Apesar de podermos supor que o casamento é geralmente destinado a produzir uma descendência, a Escritura nunca apresenta a procriação como uma obrigação para cada casal, afim  de cumprir a vontade de Deus. Contudo, a revelação divina dá às crianças um grande valor e expressa a alegria de ser pai (Mat.19:14; Sal.127:3). O nascimento dos filhos e a sua educação ajuda os pais a compreenderem Deus e a desenvolverem neles a compaixão, o afecto, a humildade e a abnegação (Sal.103:13; Luc.11:13).

3. Um factor de união. A sexualidade é, no casamento, um factor de união que foi desejado por Deus e distinto da procriação (Gén.2:24). A sexualidade no casamento destina-se a dar alegria e prazer (Ecles.9:9; Prov.5:18,19; Cant. Sal 4:16-5:1). Deus deseja que os casais usufruam de uma comunhão sexual regular, independentemente da procriação (I Cor.7:3-5). Estabelece estreitas ligações entres os cônjuges e protege a cada um deles de uma relação ilegítima com um outro parceiro (Prov.5:15-10; Cant. Sal.8:6,7). No plano divino, a intimidade sexual não tem como único objectivo a procriação. A Escritura não proíbe os casais de se entregarem       ao prazer das relações conjugais, e de tomarem as precauções necessárias a fim de evitarem uma gravidez.

4. A liberdade de escolha. No momento da criação – e também através da redenção em Cristo – Deus deu aos seres humanos a liberdade de escolha, e pede-lhes que a utilizem de maneira responsável (Gál.5:1,13). No desígnio de Deus, marido e mulher formam uma unidade familiar distinta que partilha a liberdade e a responsabilidade de determinar em conjunto tudo o que diz respeito à família (Gén.2:24). Os casais devem respeitar-se mutuamente nas decisões relacionadas com o controlo de nascimentos, estando cada um disposto a considerar as necessidades do outro assim como as suas (Filip.2:4). Para aqueles que decidem ter filhos, a escolha de procriar tem os seus limites. Vários factores devem determinar a escolha, tendo em consideração a capacidade de prover às necessidades dos filhos (I Tim.5:8) à saúde física, emocional e espiritual da mãe e de outras pessoas responsáveis pelas crianças (III João 2; I Cor.6:19; Filip.2:4; Efés.5:25); as circunstâncias sociais e políticas nas quais a criança vai nascer (Mat.24:19); a qualidade de vida e os recursos disponíveis. Somos mordomos da criação divina e por isso devemos olhar para além da nossa própria felicidade e dos nossos próprios desejos para considerar também as necessidades dos outros (Filip.2:4).

5. Métodos apropriados de controlo de nascimentos. As decisões de ordem moral dizem respeito à escolha e à utilização dos diferentes métodos de controle de nascimentos e devem repousar na compreensão dos prováveis efeitos destes métodos sobre a saúde física e emocional, no modo como esses diferentes métodos funcionam, e das despesas que daí decorrem. Uma variedade de métodos de controlo de nascimentos incluindo os pessários, os espermicidas e a esterilização impedem a concepção e são moralmente aceitáveis. Outros métodos de controlo de nascimentos** podem impedir a produção do óvulo (ovulação), a união do óvulo e do espermatozóide (fertilização) ou a fixação do óvulo já fertilizado (implantação). Devido à incerteza do funcionamento num determinado caso, estes métodos podem parecer moralmente suspeitos para as pessoas que acreditam que a vida humana deve ser protegida desde o início ou no momento da fertilização. Contudo, o facto de um grande número de óvulos fertilizados não se conseguir fixar ou se perdem depois da fixação, mesmo sem a utilização de métodos de controlo de nascimentos, os métodos hormonais de controlo de nascimentos e os DIUs (Dispositivos Intra-Uterinos), cujo processo é idêntico, podem ser considerados como moralmente aceitáveis. O aborto, interrupção intencional de uma gravidez em curso, não é moralmente aceitável como controlo de nascimentos.

6. A má utilização do controlo de nascimentos. Apesar da capacidade crescente de poder gerir a fertilidade e de se proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis possa ser útil para inúmeros casais, o controlo de nascimentos pode ser mal utilizado. Por exemplo, as pessoas que desejam entregar-se a relações sexuais pré-maritais e extra-conjugais podem fazê-lo com mais facilidade graças à disponibilidade dos métodos de controlo de nascimentos. A utilização destes métodos para proteger as relações sexuais fora do casamento pode reduzir o risco de doenças sexualmente transmissíveis e/ou de gravidezes indesejadas. Contudo, as relações sexuais fora do casamento são nefastas e imorais, apesar dos riscos que as envolvem tenham diminuído ou não.

7. Uma aproximação redentora: A disponibilidade dos métodos de controlo de nascimentos torna a educação sexual e moral ainda mais imperativa. É necessário dedicar menos esforços a condenar e mais ao aspecto educativo e redentor que visam permitir a cada indivíduo ouvir os apelos do Espírito Santo.

  • Empresa : União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia
  • NIF : 592001350
  • CAE : 94910 - Actividades de organizações religiosas
  • Telefone : 213510910
  • Fax : 213510929
  • E-mail : comunicacoes@adventistas.org.pt
  • Website
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